Jovem usa prêmio do ano passado para estudar na pandemia

Estudante do ensino fundamental de São Bernardo, Maria Luiza Alves Caldeira, 13 anos, sempre teve contato com a leitura. Quando mais nova, lia histórias infantis e poesia. Hoje , é fã de mangá. E o hábito fez com que passasse a gostar de escrever. Foi então que decidiu participar, no ano passado, do Desafio de Redação, concurso literário promovido pelo Diário e que chega à 14ª edição. Foi uma das finalistas e recebeu como prêmio notebook, que em meio à pandemia utiliza para participar das aulas não presenciais.

No ano passado, Maria Luiza cursava o 7º ano do ensino fundamental na EE Ismael da Silva Junior, onde segue estudando. O tema da redação foi A Região Que Eu Quero Em 2030. Mas o que ela nem imaginava é como a participação lhe seria importante agora. Sua redação foi uma das escolhidas do concurso e ela faturou um notebook que usa para seguir as aulas remotas diante da pandemia da Covid.

“Está sendo muito útil para as minhas aulas virtuais. Ano passado eu fui medalhista na Olimpíada Brasileira de Matemática e ganhei uma bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com aulas aos sábados, e estou usando o notebook para participar delas também. Realmente ajudou muito”, comemora a jovem.

Ela se recorda que foi a primeira a entregar o texto. Fez um rascunho alguns dias antes do teste e no dia da redação já lembrava mais ou menos como queria fazer o texto final. Quando saiu o resultado, sua professora de português disse que havia uma garota em sua sala que havia ganho o concurso. “Na hora foi uma grande surpresa quando chamaram meu nome. Não esperava ser premiada. Eu realmente queria um notebook, mas não sabia quando poderia comprar. Parecia um sonho, ele veio na hora que eu menos esperava”, comenta Maria Luiza.

Para a jovem é importante que todos que tenham chance participem. “Não somente pelo prêmio, mas também pela experiência. Todo conhecimento vale a pena. Sei que no futuro vou participar de muitas outras provas e concursos do tipo e esse primeiro teste vai me ajudar bastante”, reflete ela, que nas horas vagas toca violão para descontrair.

Maria Luiza gostou tanto da experiência que neste ano participará novamente. “Vou me esforçar para fazer uma boa redação”, adianta.

Para esta edição, o tema escolhido é As Lições da Pandemia para a Construção de um Futuro Melhor. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas por meio do hot-site www.dgabc.com.br/desafioredacao até 31 de julho. Podem participar alunos de escolas públicas e particulares do Grande ABC, do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, além dos matriculados na EJA (Educação de Jovens e Adultos) e telessalas. O dono do melhor texto será premiado com uma bolsa de estudos na USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

Autores de outras boas redações, como a da Maria Luiza, no ano passado, levarão para casa aparelhos eletrônicos como notebooks, TVs e tablets. Professores também podem mandar seus textos. Quem participar concorrerá com outros docentes e a melhor obra ganha um notebook. O vencedor será revelado no dia 15 de setembro.

O concurso é uma realização do Diário e da USCS, tem patrocínio do Cemitério Vale dos Pinheirais e apoio institucional do Saesa (Sistema de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental).