Emef Senador Flaquer é a melhor torcida do Desafio de Redação

Atualizado às 18h20

Torcida significa energia positiva e muita animação. Tudo isso é mais fácil de transmitir quando se está por perto. Mas, por conta da pandemia, as escolas que tiveram alunos vencedores no 14º Desafio de Redação precisaram redobrar a dose de criatividade na hora de gravar vídeos para participar do Desafio Melhor Torcida, cujo anúncio do colégio campeão aconteceu ontem, ao vivo, nos estúdios da DGABC TV, com transmissão pelas redes sociais. Entre as concorrentes, a que mais se destacou foi a Emef Senador Flaquer, de São Caetano, que leva prêmio de R$ 3 mil.

O material enviado é homenagem, em formato de telejornal, para a aluna Lorrane Delmiro dos Santos, 14 anos, do oitavo ano. A redação dela em forma de poesia, intitulada Vetor da Empatia, foi a melhor na categoria 2. “Fiquei muito emocionada, amei o vídeo. Não imaginava que ganharia, o prêmio será muito bem-vindo para a escola”, revela Lorrane, que pretende cursar faculdade de jornalismo. “Amo ler, escrever e me preparei para fazer a redação.”

O vídeo destacou também outros talentos da aluna, que nasceu em Oeiras, no Piauí, e se mudou para São Caetano em 2019: ela sabe fazer repentes e cordéis. “Quero trabalhar com comunicação para trazer informações corretas e, assim, fazer o mundo melhor.” Lorrane sonha com um 2021 mais tranquilo e lembra das dificuldades de estudar em casa por causa da Covid. “Mais do que nunca tivemos de nos organizar, ter disciplina e nos dedicar para aprender. A saudade dos amigos e professores é grande, mas precisamos continuar nos cuidando”, diz. A aluna ganhou um tablet no concurso, para auxiliá-la nos estudos.

Tais Carneiro, coordenadora pedagógica da Senador Flaquer, comemora o destaque no concurso. “Imaginamos como poderíamos homenagear a história da Lorrane, que é tão inspiradora. Queríamos contar como foi o caminho até ela chegar aqui. Envolvemos toda a comunidade escolar, com as aulas on-line e com os professores e funcionários que estão indo até a escola. Mostramos também a importância de seguir os protocolos de segurança”, conta. O prêmio de R$ 3 mil, segundo ela, vai ajudar a reformar a biblioteca.

VENCEDOR DO DESAFIO

A redação de Lucas Mandu Pimentel, 17 anos, de Diadema, do Iemano (Instituto Educacional Manoel da Nóbrega), foi a grande vencedora deste ano do concurso. O Ano em que a Terra Parou analisa como a humanidade lidou com as consequências da Gripe Espanhola e os aprendizados que vão ficar após a pandemia do novo coronavírus. “Assim, é necessário absorver: o transtorno vai passar pessoas sobreviverão, a maioria viverá, mas o mundo quese habita será diferente”, escreveu (confira texto completo abaixo).

O aluno esteve ontem nos estúdios da DGABC TV para falar sobre a emoção de ter sido selecionado entre 5 mil textos e ter levado a bolsa de estudos na USCS. Lucas revelou que vai mesmo escolher curso na área da Saúde. “Pretendo fazer Biologia, cuidar da parte de anatomia. Gosto muito de estudar e ano que vem vou me dedicar ainda mais”, afirmou.

 

REDAÇÃO GANHADORA

O Ano em quea Terra Parou

(Lucas Mandu Pimentel)

Há um século, o mundo seesbarrou com a Gripe Espanhola, uma pandemia que mudaria para semprea história da humanidade. Similarmente, vive-se, hoje, a COVID-19 que também levantará consequências por muito tempo, mas, junto, grandes lições queajudarão o planeta a construir um futuro melhor. Não há dúvidas quea lição fundamental será a solidariedade, ratificando uma frase de Aristóteles, filósofo grego, há 300 a.C: "O homem é um animal social". Quer dizer, o vírus não possui fronteiras, as decisões precisam ser tomadas em conjunto, o queaumentou a comunicação ecooperação, reaproximando famílias, povos eetnias. Defato, isso mostra como a união serve para ajudar o mundo a compreender e resolver qualquer dos impasses.

Outra lição primordial será a importância do investimento em educação para o desenvolvimento de pesquisa eciência. Neste momento, as nações correm por uma cura, que será possível apenas pelo aumento da verba efoco deesforços em universidades, grandes centros de pesquisa que, geralmente, recebem pouco apoio da população. A partir deagora, as pessoas podem perceber com mais clareza, como esses lugares ea formação dessas pessoas, podem construir um futuro melhor. Assim, é necessário absorver: o transtorno vai passar pessoas sobreviverão, a maioria viverá, mas o mundo quese habita será diferente. As lições supracitadas e outras como higieneevalorização da vida, recordarão memórias do século passado, eretornarão para marcar esta geração, construindo um futuro melhor para as que virão.